segunda-feira, abril 11, 2011

PERFUME DA NOITE

As formas, as sombras, a luz que descobre a noite
e um pequeno passáro

e depois longo tempo eu te perdi de vista
meus braços são dois espaços enormes
os meus olhos são duas garrafas de vento

e depois eu te conheço de novo numa rua isolada
minhas pernas são duas árvores floridas
os meus dedos numa plantação de sargaços

a tua figura era ao que me lembro
da cor do jardim.

"Z" de António Maria Lisboa

O meu comentário???
Porque insistes em falar em solidão???
Se a noite se cala e nada mais há a dizer...
Esquecer????
Não é fácil, pois não???
Com tantas memórias escritas
em coisas tão simples...
Como o perfume da noite
ou árvore que floresce....
A vida parece mesmo vazia....
Mas estará realmente????

7 comentários:

Sandra disse...

Nunca estará vazia enquanto existirem almas grandes como a que escreveu e comentou.
Muito bom este trabalho ( vou-me repetindo, mas sou sincera)
Beijinho

Graça Pires disse...

"a tua figura era ao que me lembro
da cor do jardim."
E tu perguntas bem:"
A vida parece mesmo vazia....
Mas estará realmente????
Um grande beijo, amiga

Daniel Costa disse...

Marta

"A tua figura era ao que me lembro da cor do jardim".
"Com memórias escritas / em coisas tão simples / como o ferfume da noite / ou a árvore que floresce... / a vida parece mesmo vazia..."
Li gostei a fixei!
Beijos

Chellot disse...

Adorei esse novo espaço. Voltarei. Beijos doces.

A. Jorge disse...

Os comentários que fazes são sempre do melhor!

Beijos

Jorge

http://escarniosmaldizeres.blogspot.com/

| A.Luiz.D | disse...

interessante esse diálogom me parece uma rua , cada um de uma lado do jardim. Perfumes e memórias se confundem..

bjs

tecas disse...

A capacidade de réplica é substancialmente mais bela do que o
poema ( ai, esqueci o nome do autor).
Bem mais sentida e perfeita.
Bjito e uma flor