domingo, junho 19, 2011

ESTRANHAMENTE

Acreditei no mar

Percorri a umbria de um eclipse
que nas vagas não reflectia

Apaguei os olhos e sorri com uma lágrima
Ao abrir, fitei o azul
o azul do céu ,do mar e da lua

Ouvi então estremecerem as ondas
e a areia lacrimar.

Voltaram os raios lunares,
voltei ao luar da noite
húmida e fria
em que me movo
e te deito.

Minha gárgula de vida,
meu eterno mar.

Nuno Travanca

O meu comentário???
Em ti, encontro a minha paz...
Tudo o que escondi de mim próprio...
Liberta-se e encaixa-se na razão...
Da minha vida....
Posso chorar e sei que não te importas....

Porque estás a chorar comigo???
Porque te levo na alma
e te abraço sempre que me sinto sozinha?
Devolves-me esse abraço,
essa paz....

Nada mais dizes....
Porque, estranhamente,
eu já sei o que tenho a fazer.....






5 comentários:

Álvaro Lins disse...

Olá Marta - Quando sabemos o que fazer,pode ser bom... ou não:)!
Excelente poema e ... igual comentário. Estranho seria que assim não fosse!
Um Abraço

JPD disse...

Vou fixar-me no azul, a minha cor favorita.

O poema desafiador é lindíssimo.
A réplica, como habitualmente, não lhe ficou atrás.

Bjs

Paixão Lima disse...

Estranhamente cúmplice no azul do encantamento que se reflecte no mar.

Evanir disse...

É bom d+ te encontrar aq e receber seu carinho.
Ele me faz tao bem. Agradeço pelas tuas mensagens.
Tudo que é bom dura o tempo,
suficiente para se tornar inesquecível.
Muito obrigado pela tua amizade.
Que a doce paz faça parte de seu coração hoje
e sempre e haja vida resplandecendo
através do seu suspirar.
Que você tenha muita luz e paz.
Muito obrigado por existires.
feche seus olhos e deixe seu coraçao falar
Pois ele nunca falha
Quando for dificil decidir .
Beijos no coração uma linda semana.Evanir

Graça Pires disse...

"Apaguei os olhos e sorri com uma lágrima". Lindo!
Fizeste um comentário muito belo, cheio de emoção... Gostei muito.
Um beijo, Marta.