domingo, abril 13, 2014

ESTRANHAMENTE




Não sei o que confessa a brisa num dia de nevoeiro
Sei apenas que o cheiro do mar é mais forte
E pouco me importa a humidade que se prende no cabelo
Passeio pela praia deserta, trepo aos rochedos, exploro as grutas
Estou só, mas não me sinto sozinha
Estou estranhamente viva num dia triste de nevoeiro...



FOTO DE JOSÉ ALEX GANDUM



6 comentários:

Daniel Costa disse...

Marta

O nevoeiro, que hoje também passou por Lisboa, é romântico como tu própria deixas entender, na tua prosa poética.
Beijos

Sofá Amarelo disse...

O nevoeiro nem sempre é triste, pode acompanhar o viajante deixando-o ver do caminho apenas aquilo que o nevoeiro quer... hoje esteve nevoeiro durante toda a manhã, e se calhar não foi mais do que um prenúncio do Sol que rompeu através de uma brisa muito suave...

CamilaSB disse...

Com ou sem nevoeiro, o mar é um poema, e os seus versos são uma boa companhia...
Beijinho :) e obrigada pelo carinho Marta!

Graça Pires disse...

Um poema muito belo, Marta. O nevoeiro das nossas nostalgias é inspirador e tantas vezes o modo de não nos sentirmos sós.
Um beijo e boa Páscoa.

DE-PROPOSITO disse...

Estou estranhamente viva
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Estamos vivos, até um dia. Algo semelhante às estações do ano, que começam e acabam.
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Abraço
Manuel

Ailime disse...

Boa noite Marta, belíssimo poema! Quando a neblina nos envolve há sempre a esperança de que a luz surja e nos envolva num abraço ! Um beijinho e boa Pascoa. Ailime