sexta-feira, maio 30, 2014

ROUCA



Volto a culpar
as estrelas pelo meu desânimo
Não quero olhar-me ao espelho
Ler a verdade desta tristeza que me dilacera
A culpa tem que ser das estrelas
Das sombras no caminho, da agressividade do Mundo
Porque estou rouca de tanto gritar
Cansada de ninguém me ouvir....



TELA DE ALEX GOLOVIN

7 comentários:

Agostinho disse...

Quem sabe se algum deus acudirá à poetisa do amor.

Graça Pires disse...

Às vezes o desânimo aproxima-se sem aviso e os gritos que te enrouquecem fazem com que as estrelas cintilem
no teu olhar.
Um beijo, Marta.

Ailime disse...

Boa noite Marta, um poema em jeito de súplica!
E essa voz que não se cansa de gritar um dia será ouvida!
A luz quebrará as sombras e alegria voltará!
Um beijinho e bom domingo.
Ailime

Nilson Barcelli disse...

Há sempre estrelas culpadas, mas por vezes essas estrelas estão dentro de nós...
Ainda que amargurado, é um belíssimo poema.
Tem um bom resto de domingo e uma boa semana.
Beijo, querida amiga Marta.

Pérola disse...

Subscrevo as palavras, os sentires.

Rouca também fico ao te ler porque é impossivel só ler uma vez.

Beijinhos

Sofá Amarelo disse...

As estrelas não fazem sombra mas deixam um rasto no caminho que pode levar ao desânimo e à tristeza, mas também podem iluminar o rumo e apagar as sombras...

© Piedade Araújo Sol disse...

mas por vezes (em silêncio) alguém nos ouve....

:)