quarta-feira, outubro 22, 2014

O VENTO



Que notícias me trazes tu, oh Vento?
Há qualquer coisa que me escondes, porque não paras de brincar comigo!
Abres-me o casaco, puxas-me a echarpe e insinuas-te como um amante ardente aos meus cabelos! 
Oh, não, não deixes que sejam más notícias, Vento!
Deixa que feche os olhos e te siga! 
Não importa para onde; apenas quero sentir o que tu sentes, o que fazes quando os todos poderosos te desafiam e como proteges quem de ti não tem medo! 
Não, Vento, não tenho medo de ti!
Respeito-te, observo de longe as tuas fúrias, mas fico quieta, à espera que sossegues. 
Porque tu escutas-me, Vento e levas as minhas palavras aos ouvidos de quem também te sabe escutar!!!


FOTO DE JOSÉ ALEX GANDUM

UMA DAS MINHAS PRIMEIRAS TENTATIVAS DE ESCRITA (EM 2004)

4 comentários:

Emília Pinto disse...

Uma bela tentativa, amiga! E logo com o vento esse fenómeno da natureza que dependendo da sua força ou nos refresca
ou nos arrasta na sua fúria E o vento é como o pensamento, voa livre e solto por aí, levando perguntas mas nem sempre trazendo as respostas que desejamos. muito bom, Marta. Um beijinho
Emília

Agostinho disse...


Que liberdade esta do vento amar!
Que trouxe o vento do lado do mar?

Sofá Amarelo disse...

Não há que ter medo do Vento porque ele insinua-se quando quer e do modo que quer... ele sopra palavras ao ouvido mas também se pode enfurecer, e nesse caso o melhor é fiar quieto à espera que ele sossegue... porque só o Vento sabe brincar quando quer...

Manuel Luis disse...

A força do vento com as suas vontades.
Bj