sábado, novembro 01, 2014

CONFESSO QUE



Confesso....
A minha paixão por ti em palavras intensas e poderosas.
Num poema arrebatado em cada olhar.

Confesso...
O desejo a explodir em cada beijo, em cada gesto com que me apodero de ti.
Em que me esqueço da razão, porque amar-te torna-me selvagem, incoerente...
Em si uma contradição, pois tenho medo de arriscar, de me expor.
Mas conto-te todos os meus segredos, desnudo-me...

Liberto-me, as palavras abraçam-se em mim, provocando-te.
Sorrindo-te nessa confissão aberta que é amar.

Não, nada tenho a confessar. Só te posso amar.
Nas palavras mais banais, no calor que se solta dos corpos, nos beijos loucos, escondidos de tudo e de todos.

Mesmo que isso soe a egoísmo...


TELA DE VICTOR NIZOVTSEV

Texto seleccionado e publicado pela Editora Lua de Marfim 
na Colectânea " Confissões" 
(Setembro 2014)


8 comentários:

AC disse...

No medo de arriscar, um campo ainda por explorar...
Intenso, Marta!

Beijo :)

Graça Pires disse...

Uma confissão de amor... Que mais acrescentar?
Um beijo.

Vinicius Vasconcelos disse...

Boa tarde.Marta, belo texto.O amor é intenso e incontrolável.
Parabéns pelo blog, e pelo belíssimo poema.
Abraço.

Daniel Costa disse...

Marta

O ato de amar, pode parecer, mas nunca será egoísmo de contradição.
Poesia pode ser, porque sempre será imaginativo.
Beijos

Sofá Amarelo disse...

Não há egoísmo quando se confessa a razão da paixão, quando as palavras são intensas e poderosas, e os poemas arrebatados em cada olhar... há que libertar provocando, e arriscar desnudando as confissões...

Pérola disse...

Uma confissão intensa e apaixonada.

Arrepiei-me.

Beijinhos

© Piedade Araújo Sol disse...

além de ser um poema de amor é também uma declaração....

:)

Agostinho disse...

Não se pode negar
o que se sente
só aparente_mente.
Quem sente não mente!
Incoerência?