quinta-feira, maio 26, 2016

DESORDENADAS


Confesso…
Que perdi as palavras…
Deixei-as sem cor, sem ânimo…
Desordenadas numa folha lisa…

Confesso…
Que estou sem rumo…
Sem histórias, sem risos…
Continuo presa no deserto,
fechada em mim,
sem esperança de voltar ao Mundo…

Confesso…
Que não sei o que confessar…
Estou confusa, estou triste…
Estou só…


DA PÁGINA "DISCOVER ART"

7 comentários:

Jaime Portela disse...

Sem palavras, todos estamos sós...
Um dos teus maiores poemas.
Não só em tamanho, mas também em qualidade poética.
Excelente, gostei imenso.
Marta, tem um bom resto de semana.
Beijo.

Manuel Luis disse...

Não! Passa por mim, nos meus escritos, nas minhas fotos, vais ver que ficas bem.
Bj

Daniel Costa disse...

Marta
Estar só é mesmo de perder as palavras. Temos a poesias a redimir. No poema o defines bem.
Abraços

Emília Pinto disse...

Ha dias assim, Marta, dias em que nos sentimos tristes, perdidos, sem rumo e nem encontramos palavras para descrever a nossa insatisfação, Mas tu encontraste palavras e com elas criaste um belo poema, nostálgico, mas emocionante. Deixar no papel as angústias da nossa alma alivia-a, deixa-a mais serena. Um bom fim de semana, amiga e um beijinho
Emilia

Sofá Amarelo disse...

Confesso que gostei das palavras, dos conceitos, dos desabafos e da musicalidade... mas desejo que a tristeza e a confusão fiquem fechadas no deserto...

Graça Pires disse...

A página em branco com as palavras a pesarem no olhar do poeta. E a fazerem-se esquivas. E a demorarem o poema prometido... Um belo poema, Marta.
Beijos.

Agostinho disse...

Na página branca as palavras desordenadas ouviram uma música e começaram a bailar, magicamente, para figurarem um belo poema, Marta. Gostei.
Bj