Confesso…
Que
perdi as palavras…
Deixei-as
sem cor, sem ânimo…
Desordenadas
numa folha lisa…
Confesso…
Que
estou sem rumo…
Sem
histórias, sem risos…
Continuo
presa no deserto,
fechada
em mim,
sem
esperança de voltar ao Mundo…
Confesso…
Que
não sei o que confessar…
Estou
confusa, estou triste…
Estou
só…
DA PÁGINA "DISCOVER ART"

7 comentários:
Sem palavras, todos estamos sós...
Um dos teus maiores poemas.
Não só em tamanho, mas também em qualidade poética.
Excelente, gostei imenso.
Marta, tem um bom resto de semana.
Beijo.
Não! Passa por mim, nos meus escritos, nas minhas fotos, vais ver que ficas bem.
Bj
Marta
Estar só é mesmo de perder as palavras. Temos a poesias a redimir. No poema o defines bem.
Abraços
Ha dias assim, Marta, dias em que nos sentimos tristes, perdidos, sem rumo e nem encontramos palavras para descrever a nossa insatisfação, Mas tu encontraste palavras e com elas criaste um belo poema, nostálgico, mas emocionante. Deixar no papel as angústias da nossa alma alivia-a, deixa-a mais serena. Um bom fim de semana, amiga e um beijinho
Emilia
Confesso que gostei das palavras, dos conceitos, dos desabafos e da musicalidade... mas desejo que a tristeza e a confusão fiquem fechadas no deserto...
A página em branco com as palavras a pesarem no olhar do poeta. E a fazerem-se esquivas. E a demorarem o poema prometido... Um belo poema, Marta.
Beijos.
Na página branca as palavras desordenadas ouviram uma música e começaram a bailar, magicamente, para figurarem um belo poema, Marta. Gostei.
Bj
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