quarta-feira, outubro 01, 2008

AS SILENCIOSAS

Perdições


Também as ruínas.

Escolhidas também num breve duvidar,

Perdida a noção num raio de esplendor,

Enganos ávidos de nos desenganar,

Ilusórios seres que nos acomodam a dor.


José Miguel Costa (Livro "Náufrago na enseada do destino")


O meu comentário????


Porquê acomodar a dor???


Não a enganar???


Sentir em si a ruína....


A dor faz com que se grite..........


Enfurece o mar e a noite...........


Nesse desengano enterrado na areia....


Porque...


.......... nem o mar nem a noite se enfurecem por causa da nossa dor............


Apenas pela partilha do poder....


Ficam, realmente ruínas....


As visiveis


---------e as que permanecem sempre silenciosas...


Misteriosas, invisiveis....


Intocáveis......


7 comentários:

Só Eu disse...

"Nem o mar nem a noite se enfurecem por causa da nossa dor..."
E está nesta frase todo o sentido deste conjunto de textos que nos trazes hoje.
Acho muito bonito o seu "casamento"
Beijinhos Marta

Sol da meia noite disse...

Vidas em ruína...
Onde o silêncio guarda a dor...

Beijinho *
:-)

Francisco Castro disse...

Olá, gostei muito do seu blog. Ele é muito bom.

Parabéns!

Um abraço

O Profeta disse...

A dor e o homem andam sempre juntos pela mão da contradição...


Doce beijo

daniel disse...

Marta

O poema de José Miguel Costa e o teu comentário, a propósito, acabaram por formar um conjunto, posso dizer literário?... Interessante de se ler, assim do jeito, que o fiz. Foi com gosto, aliaz, faço-o sempre, umas vezes resulta melhor, outras vezes pode gostar-se, mas de maneira diferente.
Beijo,
Daniel

victor disse...

Palavras senssiveis e de boa alma. Umabraço

victor disse...

Eu é que agradeço as suas palavras carinhosas. Beijo