terça-feira, novembro 18, 2008

FAZER DE CONTA

Ser, parecer


Entre o desejo de ser
e o receio de parecer
o tormento da hora cindida

Na desordem do sangue
a aventura de sermos nós
restitui-nos ao ser
que fazemos de conta que somos



Mia Couto




O meu comentário???


Por vezes.....

A pergunta é: "quem somos"...

A resposta: "a pessoa que vive realmente em nós"...

Ridicula aos olhos dos outros...

Talvez....

Um bom riso para sacudir a alma...

Para nos entregarmos ao verdadeiro prazer...

De não viver uma vida de faz conta....

Dar asas ao verdadeiro desejo de ser.....

Sentir o sangue a ferver .....

...............e a energia suficiente para ultrapassar limites....

5 comentários:

Verdinha disse...

Que m'importe si les autres rient de moi. Je ne désire pas attacher d'importance au "quand dira-t-on" !

Le simple mot AMITIÉ est une raison plus que suffisante pour vivre, être heureuse, sentir mon sang parcourir mes veines et pour regarder la richesse intérieure au lieu de la richesse extérieure !

Bisous verts

Cadinho RoCo disse...

É preciso viver para que possamos sentir a vida em nós.
Cadinho RoCo

FERNANDA & POEMAS disse...

querida Marta, belíssimo poema e adorei o teu comentário...Beijinhos de carinho,
Fernandinha

Sol da meia noite disse...

Há sempre um qualquer receio em torno do qual nosso desejo gravita.
E transfiguramo-nos, face a esse receio...
E somos outros, que não nós.

Um beijinho *

Gilbamar disse...

Esse ardente desejo de vida brota em cada um de nós com a força dos titãs, incapaz de ser vencida senão por um poder bem maior. Tudo na existência humana precisa passar pelo funil da alegria e da felicidade, pois ninguém gosta de tristeza.

Deixo meu fraterno abraço amigo.