quinta-feira, julho 23, 2009

A ONDA

Soneto do amor difícil
 
A praia abandonada recomeça
logo que o mar se vai, a desejá-lo:
é como o nosso amor, somente embalo
enquanto não é mais que uma promessa...
 
Mas se na praia a onda se espedaça,
há logo nostalgia duma flor
que ali devia estar para compor
a vaga em seu rumor de fim de raça.
 
Bruscos e doloridos, refulgimos
no silêncio de morte que nos tolhe,
como entre o mar e a praia um longo molhe
de súbito surgido à flor dos limos.
 
E deste amor difícil só nasceu
desencanto na curva do teu céu.
 
                 David Mourão-Ferreira

O meu comentário????
Porque, às vezes, o amor perde o encanto...
Porque não era amor verdadeiro....
E nada escreveu na onda...
Que regressa sempre à praia...
Com outra força, 
com outra dimensão...
Mesmo que se desfaça contra o penhasco...

5 comentários:

BC disse...

Um poema com os condimentos necessários para eu gostar incondicionalmente.
O mar, as flores, etc...e David
Mourão Ferreira.
Beijijnhos
E VAMOS NOS ENCONTRANDO LÁ PELO fACE.

Elcio disse...

Por isso q já me ferrei, afinal, eu n acredito no amor...explico: o amor existe, claro. Mas essa coisa q esta na boca de qualquer um a qualquer hr. Essas juras por impulso...n é amor...qdo mt uma paixao.
Amar de verdade? O buraco é + embaixo...rss

É isso aí.
Bjs

Xabonas disse...

"O verdadeiro amor começa quando nada se espera em troca."
(Antoine de Saint-Exupery)

.................:-)

L. Malloy disse...

Se não é verdadeiro, não é amor.
*

O Profeta disse...

O amor é...verdade...


Doce beijo