sábado, julho 25, 2009

TERNURA PRESENTE

Ternura

Desvio dos teus ombros o lençol,
que é feito de ternura amarrotada,
da frescura que vem depois do sol,
quando depois do sol não vem mais nada...

Olho a roupa no chão: que tempestade!
Há restos de ternura pelo meio,
como vultos perdidos na cidade
onde uma tempestade sobreveio...

Começas a vestir-te, lentamente,
e é ternura também que vou vestindo,
para enfrentar lá fora aquela gente
que da nossa ternura anda sorrindo...

Mas ninguém sonha a pressa com que nós
a despimos assim que estamos sós!

David Mourão-Ferreira, in "Infinito Pessoal"

O meu comentário???

O que dizer?
Quando se sorrie verdadeiramente...
Não só com o amor que nos afaga o corpo...
O amor enraizado na alma também...
O aconchego dos braços com a ternura presente...
Ocupando todo o espaço...
Do sonho...
Da paixão...
Do Amor...
Enfim...

5 comentários:

FERNANDA & POEMAS disse...

MUITO BELO, QUERIDA MARTA... POEMA E COMENTÁRIO... SIMPLESMENTE ADOREI AMIGA... !
ABRAÇOS DE CARINHO E TERNURA,
FERNANDINHA

AnaMar (pseudónimo) disse...

Tudo. Sem sobrar o espaço entre o nada e alguma coisa...
Bj

meus instantes e momentos disse...

gosto de voltar aqui...
Maurizio

a magia da noite disse...

A urgência do sentir, é uma tempestade de desejos.

RosanAzul disse...

Olá Marta! Adorei teu blog!
Parabéns!! Beijos Luz! Ro
TE convido a vishttp://rosanasouzanasasasdoanjoazul.blogspot.com/itar o meu!