ARIMA
Uma gaivota- dizes.
Sim, uma gaivota
passa distante, e arde.
o teu rosto é azul,
e contudo está cheio
de oiro da tarde.
Uma gaivota.
Alma do mar e tua,
abandona-se à luz.
E na boca nem eu sei
se me nasce o coração,
ou se é a lua.
de Eugénio de Andrade, enviado pela Tecas
O meu comentário???
Será a beleza, a liberdade???
Do sonho, da vida, dos momentos...
Esses momentos dourados,
porque são únicos...
Nascem e guardam-se no coração...
Tal como o voo da gaivota...
Suave riscando o azul do céu....
Escrevendo o que só os nossos olhos entendem...
6 comentários:
Excelente escolha.
Os momentos dourados, porque são únicos.... e raros.
A gaivota nos mostra a sensação de liberdade, belo poema.
Acabaste de falar da minha ave predilecta.
Parabéns pela escolha e pelo comentário como sempre muito pertinente.
Beijos
Jorge
http://escarniosmaldizeres.blogspot.com/
O Eugénio de Andrade com um poema de aparente simplicidade "escrevendo o que só os nossos olhos entendem..."
Um beijo, amiga.
Liberdade! Voo das gaivotas em liberdade pelas palavras de uma excelente réplica tua, entre o olhar e a lua para o mestre, Eugénio de Andrade.
Lindo, linda Marta.
Bjito e uma flor.
Boa escolha de um dos meus poetas favoritos.
Beijos
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