Vive-se Quando se Vive a Substância Intacta
Vive-se quando se vive a substância intacta
em estar a ser sua ardente harmonia
que se expande em clara atmosfera
leve e sem delírio ou talvez delirando
no vértice da frescura onde a imagem treme
um pouco na visão intensa e fluida
E tudo o que se vê é a ondeação
da transparência até aos confins do planeta
E há um momento em que o pensamento repousa
numa sílaba de ouro É a hora leve
do verão a sua correnteza
azul Há um paladar nas veias
e uma lisura de estar nas espáduas do dia
Que respiração tão alta da brisa fluvial!
Afluem energias de uma violência suave
Minúcias musicais sobre um fundo de brancura
A certeza de estar na fluidez animal•
António Ramos Rosa, in "Poemas Inéditos"
O meu comentário???
Delirar na brisa....
Olhar para o Mundo
intensamente.....
Com as certezas da paixão....
que se desenha nesse planeta
que é o nosso corpo...
Que mais se pode desejar
do que viver ardentemente????
5 comentários:
E ouvem-se as minúcias musicais como se de uma correnteza se tratasse....
Sempre excelentes escolhas e melhores comentários!
Olhar o mundo intensamente...
Gostei.
Querida amiga, tem um óptimo fim de semana.
Beijos.
Marta
Muita profumdidade no poema de António Ramos Rosa, para um um outro teu menor, mas uma réplica condizente.
Beijos
Gosto dos poemas de Ramos Rosa, não conhecia este. Muito bom e a su réplica está excelente. Ambos os olhares sobre o mundo, são intensoS.
Bjito e uma flor
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