segunda-feira, julho 28, 2008

INFINITA

Ó Varina, passa,
Passa tu primeiro...
Que és a flor da raça,
A mais séria graça
Do pais inteiro!


Teu orgulho seja
Sonora fanfarra,
Zimbório de igreja!
Que logo te veja
Quem entra na barra.


Lisboa, esquecida
Que é porto de mar,
Fica esclarecida
E reconhecida
Se te vê passar.


Dá-lhe a tua graça
Clássica e sadia,
Ó Varina, passa...
Na noite da raça
Teu pregão faz dia!


Vê que toda a gente
Ao ver-te, sorri.
Não sabe o que sente,
Mas fica contente
De olhar para ti.


E sobre o que pensa
Quem te vê passar,
Eterna, suspensa,
Acena a imensa
Presença do Mar!




Carlos Queirós


O meu comentário???


Fácil....


A simplicidade da vida ...


A pureza e a beleza...


O cheiro do mar a invadir momentos....


Histórias realmente eternas....


Sons característicos, inesquecíveis....


Fotografias antigas....


Filmes a preto e branco....


Tudo muda.....nada será o mesmo....


Apenas esta tristeza infinita....

3 comentários:

BC disse...

Obrigada por tudo, especialmente pelas palavras.
Isabel

Só Eu disse...

O talento é isto. Procurar em coisas simples a beleza dos momentos.
Muito bem Marta. Mais uma bela escolha.
Quanto ao comentário...???....??? (não sei o que dizer. És perfeita...)
Beijinhos

RENARD disse...

Martinha:

Para mim este poema é uma ode à beleza de Portugal! Beleza essa captada nos pregões duma varina, na alusão ao mar e à igreja.
Portugal tem e terá sempre uma ligação muito especial ao mar. Na minha opinião a palavra mais portuguesa de todas "saudade" prende-se com o sentimento que os marinheiros deixavam em terra quando partiam para o mar.

Não vejo tristeza neste poema. Pelo contrário, vejo a honra de ser português do poeta...

Mas sabe, nós vemos as coisas com o nosso estado de espírito o que faz com que as conclusões seja sempre diferentes.

Está triste Marta?

Um beijinho