terça-feira, setembro 02, 2008

COM PAIXÃO

Talvez em ti acabem hoje todas as nascentes,

e nas rugas que, numa e noutra face,

esculpiram o medo e a sabedoria,

se possa ler em comovido olhar

o princípio, o meio e o fim desse caudaloso

fluir que outrora chamámos vida.

Talvez agora, tal como ontem e sempre,

comece a própria morte,

aquilo que nos devora,

aquilo que nos convoca para o silêncio e para

a mão que escreve, sonâmbula e feroz,

estremecendo


Fluir - José Agostinho Baptista


O meu comentário???


Fluir - deixar fluir os sentimentos...


Deixar à flor da pele esses sentimentos...


Essa sabedoria....essa paz que se lê no olhar...


Um olhar distante, a recordar memórias felizes...


Essas histórias que o coração dita...


Que alguém escuta...escreverá...


Aprenderá a amar a vida....


E o tempo que resta....


Com paixão...

6 comentários:

RENARD disse...

A nossa morte começa assim que somos gerados com um espermatozóide e um óvulo. Ou seja, assim que é criada uma vida é, também, criada a sua morte.
Por isso mesmo e, sendo a única certeza na vida, devemos ser conscienciosos dos que nos rodeiam e daquilo que o mundo tem para nos oferecer.
I'm your friend. Young and childish but one thing is for sure, a true friend.
Lean on me anyday sweetie

Big kiss

daniel disse...

Marta

Escreveste bem: "aprenderá a amar a vida"!
Ressaltou-me, depois de ler todo o post, que apreciei.
Beijo
Daniel

f@ disse...

Deixar fluir os sentimentos com a tal paz do olhar e tudo o que nos rodeia ... beijinhos das nuvens

Sol da meia noite disse...

Um dia tudo acabará...
Mas entre o começo do fim e o dia do fim, ainda tudo vai existindo... embora sintamos que tudo se vai afastando, deixando marcas, em cavados sulcos...

Beijinhos * *
:-)

tufa tau disse...

o presente é hoje, agora, já...
o futuro só será presente amanhã.



ps - desculpa a longa ausência (penso que voltei para ficar um pouco mais)

beijo

Só Eu disse...

Olá Marta (finalmente um pouquinho de tempo...)
Gostei particularmente do teu comentário (uma obra poética perfeita).
Obrigado José Agostinho Baptista!
Beijinhos